domingo, 24 de outubro de 2010

Delegado que se prestou ao papel rídículo de ir à TV defender corrupto, tem histórico de excessos e de problemas no exercício da profissão.

DELEGADO TEM FAMA DE TORTURADOR

Delegado é acusado de tortura em Sobradinho Chefe da 35ª Delegacia de Polícia terá de se explicar à Corregedoria da Polícia Civil por supostamente bater nas mãos de empregada doméstica com cassetete para que ela confessasse participação em assalto.

Ary Filgueira

Em 26 anos de carreira na Polícia Civil, o delegado Márcio Michel Alves de Oliveira respondeu a cinco denúncias por abuso de poder e uma de tortura no exercício de sua profissão. O policial foi absolvido em todas as acusações feitas pelo Ministério Público, a maioria delas porque as vítimas desistiram de processá-lo. Mas o chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) terá novamente de se explicar por maus-tratos cometidos em sua delegacia. Dessa vez, é uma jovem quem acusa Michel de torturá-la com o uso de um cassetete para obter a confissão de um crime do qual ela afirma não ter participado. O caso foi parar na Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal. “Temos ciência dessa reclamação e ela será apurada”, limitou-se a dizer a delegada Marialda Lima.

A autora da denúncia é a empregada doméstica Tatiane Alves de Jesus, 24 anos. Universitária do segundo semestre de pedagogia, ela afirma, no histórico da acusação encaminhado à Ouvidoria da Corregedoria — ao qual o Correio teve acesso —, que as 24 horas em que passou na delegacia de Michel, em razão de um roubo na chácara onde trabalhava, foram as mais difíceis da sua vida. Em 15 de julho, Tatiane foi arrolada como vítima do assalto à propriedade situada no condomínio de classe média Morada dos Nobres, em Sobradinho. Três homens encapuzados e armados invadiram a residência por volta das 18h, trancaram-na no quarto e roubaram vários objetos, entre os quais, dois computadores.

Segundo seu relato à Corregedoria, era 1h do dia seguinte, quinta-feira da semana passada, quando a empregada chegou à delegacia para depor. Ela afirma que a pressão para que confessasse sua suposta participação no crime começou logo na seção responsável pela investigação. “Os agentes disseram que era melhor eu contar a verdade, pois, se não, eu teria de me ver com o delegado”, afirmou. Diante da recusa dela, os mesmos policiais a levaram para a sala de Michel, que fica na sobreloja do prédio da 35ª DP em Sobradinho II. Lá, a jovem afirma que o delegado repetiu o discurso dos subordinados. Mas, novamente, Tatiane sustentou a inocência.

O delegado, então, teria, segundo ela, pegado o cassetete de madeira que estava em cima da cômoda e, com ele, desferido vários golpes nas palmas das mãos de Tatiane, que, mesmo assim, não confessou. Michel, afirmou a empregada doméstica, ameaçou passar as torturas para a sola dos pés. “Eu estava cansada de apanhar, então acabei assinando uma confissão que não é verdade”, disse Tatiane em entrevista na casa dela, no Jardim ABC, bairro da Cidade Ocidental. Após confessar a participação, Michel a liberou, mas sob uma condição: “Não vá sair contando esta história que você apanhou aqui dentro da delegacia, senão eu te mato”, teria acrescentado o policial, que tem fama de linha-dura na região. O diálogo final teria ocorrido por volta das 5h do dia 17, sexta-feira. “Eu escuto o barulho de sirene de polícia e penso: meu Deus, eles vieram me buscar”, contou a moça, em prantos.

Provas

A denúncia da empregada doméstica também foi encaminhada ao Núcleo de Controle da Atividade Policial do Ministério Público do DF pelo promotor Moacyr Rey Filho, da Promotoria de Justiça Criminal de Sobradinho. “Ela não tem passagem pela delegacia”, observou Rey, em consulta ao sistema do MP. Mesmo assim, o delegado Michel garante ter provas do envolvimento de Tatiane no crime. “Ao chegarmos ao local (do crime), encontramos o quarto onde ela estava presa com a janela aberta. Por que, então, ela não fugiu em vez de gritar para o dono?”, argumentou Michel. “Foi ela que abriu o portão da chácara para eles (os bandidos) entrarem, pois não havia como eles passarem pela segurança a não ser tendo ajuda de alguém de dentro”, completou o delegado. Ele informou ainda que Tatiane teria revelado, por conta própria, o nome de um dos autores. “Ele tem passagem por furto, roubo”, disse Michel, que não revelou a identidade do acusado.

Um dos porteiros do condomínio Moradas dos Nobres, no entanto, põe em cheque a afirmação do delegado de que Tatiane teria aberto a portão da chácara. Segundo o funcionário, que não quis se identificar, as imagens do circuito de TV da chácara roubada mostram o momento em que o trio de bandidos pula a cerca elétrica em volta da propriedade. Quanto à denúncia de tortura, Michel ironizou o fato, pois afirmou que o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) não constatou qualquer hematoma nas mãos dela. E foi enfático: “Eu posso ter gritado, batido na mesa, mas, agredi-la, nunca”, afirmou. Michel acredita que a denúncia de Tatiane tem cunho político, pois ele conta que será candidato a deputado distrital nas próximas eleições.

*Mas que é estranho um delegado ir a TV para defender um esquema de corrupção, isso é. Ele não tem isenção, pois faz parte do grupo político do candidato Agnelo e, por questões éticas, também não poderia. Mas não adianta falar em ética para essa gente. Definitivamente eles nem sabem o que é isso. E essa fama de torturador heim? Sei não...

Assessoria de Imprensa- Weslian Roriz (PSC)


* Reportagem do Correio Braziliense de 23/07/09. As informações prestadas na reportagem são de responsabilidade do jornal.

As perguntas que o povo está fazendo nas ruas, mas que Agnelo e o PT se recusam a responder.

Lenha na fogueira 

Algumas perguntas ficaram sem respostas tanto no programa de Weslian Roriz (PSC) quanto no programa de Agnelo Queiroz (PT) sobre o depoimento bombástico de Michael Alexandre Vieira da Silva.

A Operação Shaolin existe ou não? Se existe, ela investiga o quê?

Por acaso, o Doutor Michel, delegado que aparece defendendo as acusações no programa de Agnelo Queiroz é o mesmo Doutor Michel que foi eleito deputado distrital nestas eleições, na coligação de Agnelo?

Se a ficha criminal do rapaz é tão grande assim, quem o nomeou para trabalhar no Ministério dos Esportes?

Michel teria assinado um documento e registrado em cartório, dias antes da publicação da Revista Veja com as denúncias de desvios no projeto Segundo Tempo em que Agnelo – então Ministro – seria um dos beneficiados. Ok. Mas o que levaria uma pessoa a assinar um documento e registrar em cartório dizendo que “tudo o que ele disser é mentira”? E por que este documento não veio a público na época da publicação da Veja?

É verdade que o processo da Operação Shaolin está nas mãos do procurador-geral Roberto Gurgel?

Há ou não desvios de verbas por meio de ONGs – independentemente de quem seja a culpa – no Projeto Segundo Tempo?

Quanto à familiar de Michel e seu depoimento, me recuso a comentar. Qualquer pessoa daria um depoimento em troca de dinheiro. Bom, pelo menos é isso que sustentou o programa de Agnelo ontem, estou errado?

E, por fim: O depoimento de Michel, que todos nós assistimos pela TV, é o mesmo que ele deu à Polícia Federal, quando entrou no programa de Proteção a Testemunhas? Se é, porque a PF protege um possível mentiroso? Ou a PF não acha que é mentira, só o PT?
 

Bomba! Policial preso envolvido no esquema de corrupção investigado pela Operação Shaolin cede imóvel para instalação de comitê pró- Agnelo em Sobradinho.

ENVOLVIDO NA OPERAÇÃO SHAOLIN ABRE COMITÊ PARA AGNELO EM SOBRADINHO

Através da Justiça, a imobiliária Geobra está tentando obter o despejo por falta de pagamento de aluguéis de imóvel situado em Sobradinho, que alugou ao soldado João Dias Ferreira de Faria, da Polícia Militar do Distrito Federal. No imóvel funciona um comitê da coligação Novo Caminho, do candidato petista Agnelo Queiroz. De acordo com o processo 2008.06.1.005466-9, que tramita na 2ª Vara Cível de Sobradinho, do Tribunal de Justiça do DF, a dívida com os aluguéis atrasados totaliza R$ 20.049,00.

O comitê é um conjunto de salas situadas no subsolo do prédio no lote 25 da Quadra 7, de Sobradinho. De acordo com o Cartório do 7º Ofício de Registro de Imóveis, em Sobradinho, o imóvel pertence à Geobra.

O caso liga Dias ao candidato Agnelo. Em passado recente, o militar foi uma das cinco pessoas presas pela Polícia Civil do DF, na Operação Shaolin, que investigou fraude e desvio de dinheiro público através do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Entre 2003 a 2006, Agnelo foi ministro da pasta. Após a operação policial, Agnelo deu declarações à imprensa alegando que não conhecia Dias e que desconhecia as fraudes.

Mas, atualmente Dias é um coordenadores da campanha eleitoral de Agnelo Queiroz na região de Sobradinho e cidades vizinhas. O policial militar até participa de reuniões com líderes comunitários e pessoalmente faz campanha para o candidato Agnelo. Inclusive o carro de Dias, um vistoso Honda Civic, se destaca nas reuniões com um grande adesivo de Agnelo.

Quando a reportagem visitou o comitê, sol a pino, poucas pessoas foram encontradas no local. Lá dentro, um homem grandalhão fazia a entrega de material de campanha a militantes.

À alguns metros do portão de entrada do imóvel existe um grande cavalete com a fotografia de Agnelo e o lema da campanha eleitoral petista.

Antes de ser transformado em comitê, no local funcionava uma academia de lutas marciais de propriedade de Dias. Inclusive, o nome do militar continua escrito no portão vermelho que dá acesso ao imóvel. Apesar de ter recebido dinheiro público através de convênios com o Ministério do Esporte, Dias não pagava o aluguel do imóvel, como mostra a ação de despejo que tramita na Justiça.

O imóvel tem seu interior repleto de material de campanha de Agnelo e de outros políticos da coligação Novo Caminho.

“Nós alugamos o imóvel ao João Dias. Agora, estamos brigando na Justiça para reaver o imóvel e receber o dinheiro dos aluguéis atrasados”, confirmou Rose, gerente da Geobra, cujo escritório fica no Bloco “G” da QI 9 do Lago Sul. A gerente não quis dar detalhes do caso à imprensa, alegando que não tinha autorização do proprietário da empresa.

“Intimidação” – Diante da notícia do seu envolvimento no caso, Queiroz resolveu confrontar o delegado Zuliani, movendo uma ação judicial contra o policial. “Não adianta tentarem intimidar o trabalho da polícia”, disse o delegado à reportagem.

VEJA NOVAMENTE MATÉRIA PUBLICADA NO CORREIO BRAZILIENSE:

Operação Shaolin prende cinco suspeitos de desviar R$ 2 milhões do Ministério dos Esportes

Ary Filgueira/Lilian Tahan

Publicação: 01/04/2010

Cinco pessoas estão presas na Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) suspeitas de participar de desvio de dinheiro repassado pelo Ministério do Esporte. O policial militar João Dias Ferreira, Demis Demétrio Dias de Abreu, Flávio Lima Carmo, Miguel Santos Souza e Eduardo Pereira Tomaz foram detidos às 6h da manhã desta quinta-feira (1º/4) por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, numa operação chamada Shaolin, que tem a participação do Ministério Público do DF.

O grupo, que era liderado pelo PM, falsificou 49 notas frias para retirar o dinheiro repassado pelo Ministério dos Esportes a entidades sociais conveniadas com o Programa Segundo Tempo do Governo Federal. A verba aproximada, ao longo de três anos (2006/07 e 08), foi de R$ 3 milhões. O dinheiro seria destinado a programas sociais, em atividades esportivas para 10 mil atletas carentes de núcleos situados em Sobradinho, mas pouco menos de R$ 1 milhão foi realmente destinado a eles.

O derrame de verba pública saia da Federação Brasiliense de Kung-Fu (Febrak) e da Associação João Dias de Kung-Fu, Esportes e Fitness. Esta última é uma organização não-governamental e leva o nome do soldado da 10ª Companhia de Polícia Militar Independente. Ele é dono de duas academias em Sobradinho: Thisway Fitness e Wellness Ltda., usada para lavar dinheiro desviado, situada no primeiro piso do Sobradinho Shopping.

Além das academias, os agentes cumpriram mandandos de busca e apreensão, autorizados pela 3ª Vara Criminial de Brasília, nas residências dos acusados, entre elas, na luxuosa casa onde reside o casal João Dias e Ana Paula Oliveira de Faria, 33, também apontada como integrante da quadrilha. O imóvel do PM fica num condomínio luxuoso de Sobradinho e foi arrestado pela Justiça.

A investigação surgiu em junho de 2008 com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no escritório de um dos apontados no esquema: o contador Minguel Santos Souza, 54, situado na 711 Norte. Na ocasião, os policiais localizaram 49 notas fiscais emitidas pelas empresa Infinita e Serviços Gerais Ltda. e JG Comércio de Alimentos Preparados e Serviços Gerais Ltda. administradas por Miguel. Os documentos foram emitidos em favor da Febrak e da Associação João Dias de Kung-Fu. Elas descreviam a venda de kimonos da luta marcial, jogos de xadrez, dominó, dama, varetas e gêneros alimetícios no valor de R$ 1.999.850,58. Foram apresentadas na prestação de contas ao Ministério dos EsportesApós análise na Seção de Perícias Contábeis do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, descobriram que tais notas eram consideradas frias.

Segundo a PCDF, as duas entidades receberam um total de R$ 2.962.998 milhões do convênio com o Programa Segundo Tempo do Ministérios dos Esportes. Destes, o grupo do soldado João Dias é acusado de desviar R$ 1.999.850,58 milhão. Os acusados estão detidos por força de um mandado de prisão temporária com validade de cinco dias. Mas, com o avanço das investigações, pode ser que a pena provisória dobre ou até seja comutada para uma preventiva de 30 dias.

Blog do Donny Silva

Pensamento do dia!

Agnelo quer impedir moradores de Brasília de viajar no feriado e acusa governador Rosso de promover a abstenção na eleição.

Feriadão no DF deixa petistas preocupados

Carol Pires / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

No Distrito Federal o segundo turno ficou espremido entre dois feriados. O Dia do Servidor será comemorado no dia 28, quinta-feira, e a segunda-feira após a eleição será ponto facultativo pelo Dia de Finados, no dia 2, terça-feira. Quem "enforcar" a sexta-feira e a segunda-feira, poderá ter até seis dias de folga. Os mais prejudicados devem ser o candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, e a presidenciável Dilma Rousseff (PT).

Agnelo não esconde a preocupação com o impacto que a possível abstenção possa causar no seu desempenho nas urnas. Para ele, existe uma "maquinação" da campanha adversária para estimular a debandada de servidores públicos da cidade.

E o culpado apontado por eles é o governador Rogério Rosso (PMDB) - apoiador da candidatura de Weslian Roriz (PSC). Rosso responde que o calendário de feriados de 2010 estava definido desde dezembro de 2009, quando José Roberto Arruda, aliado de Agnelo, ainda era o governador.

No primeiro turno, Agnelo e Dilma foram mais votados entre o eleitorado de maior renda e escolaridade - exatamente quem a campanha avalia serem os eleitores com condições de viajar no feriado. Weslian Roriz e seu aliado José Serra (PSDB) seguem o padrão inverso: são mais indicados pelos eleitores de menor renda.

O Estado de São Paulo

PC-DF aprofunda as investigações e quer ouvir Agnelo sobre os desvios de recursos de programas sociais no DF, na época em que era ministro do esporte. Fontes dão conta do indiciamento de Agnelo por corrupção e formação de quadrilha.

Investigação da Polícia Civil envolve Agnelo Queiroz
Cruzeiro on-line

Investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, batizada de Operação Shaolin, aponta o ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, como suspeito de se beneficiar de desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte. Segundo reportagem publicada no site da Revista Época, documentos e depoimentos obtidos pela polícia do DF sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília comprometeriam o petista.

No inquérito, diz a revista, o delegado do caso afirma que Agnelo "teria se valido da condição de ex-ministro" para ser favorecido pelo esquema de corrupção. "Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo", afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.

A reportagem diz que a origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.

Segundo uma testemunha ouvida no inquérito, parte do dinheiro, R$ 256 mil, teriam sido desviados do projeto e entregues ao ex-ministro. Procurado pela reportagem de Época, Agnelo nega ter recebido dinheiro. "Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda", afirma. (AE)

Agência Estado

Bispo católico, ameaçado de morte por integrantes do PT, diz que o partido de Dilma e Agnelo é o partido da morte.

Bispo diz que ''PT é o partido da morte''
Para Bergonzini, que fez 2 milhões de cópias do folheto 'apelo a todos brasileiros e brasileiras', o PT aceita aborto até 9º mês de gravidez

Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo

"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender."

D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras".

Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente.

"Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso. "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao TSE que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo.

Nos templos. Se recuperar os panfletos, que considera pertencer à Igreja, d. Luiz planeja distribuir um a um nas portas e nos arredores dos templos nos limites de sua Diocese e mesmo além. "Eu sou pela verdade. Pela verdade eu morro se preciso for, pela Igreja eu morro, pela minha consciência eu morro. Não tenho medo. Estou enfrentando situação difícil, mas vou continuar." A seu rebanho ele prega: "Não vote na Dilma."

Indigna-o a acusação do PT, de que seu apelo é uma falsificação. O documento, observa, é oficial da Igreja, assinado por três bispos e aprovado pelas Comissões Diocesanas de Defesa da Vida. "O PT é o partido da mentira. Dilma sempre declarou que era um absurdo não liberar o aborto. Agora ela é até muito católica. É lógico, depois das pesquisas ela mudou de opinião. Me acusam de mentir sobre esses fatos verdadeiros. O PT é o partido da morte. Diante de tanta manipulação espero que o povo enxergue a verdade e vote certo."

Ressalta que não está fazendo campanha ou pedindo votos para José Serra (PSDB), antagonista de Dilma. Conhece o tucano que, como ministro da Saúde, passou pela cidade. "Mas nunca tomei uma taça de vinho com ele, nem mesmo copo d"água."

Sua missão, diz, é promover o evangelho e a doutrina cristã. Apresenta-se como sacerdote do Altíssimo. "Na defesa da vida vou até a morte. Nunca pedi que votem ou não votem em Serra. Eu digo que não votem na Dilma. Há outras opções, o voto nulo, o branco. Sou político, tenho direito de ser, mas não partidário."

Sua diocese abriga 1,3 milhão de habitantes, espalhados em 341 quilômetros quadrados. É a segunda maior do Estado, com 36 igrejas e 50 capelas. Ele considera "contrassenso" o fato de o presidente Lula ter oferecido abrigo à mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. "O governo oferece até asilo político para uma senhora condenada em seu País. Aqui aceita que se mate crianças nossas, que não cometeram crime algum, e em grande quantidade."

Pressões não o inibem. Carta anônima chegou a seu retiro, a 23 de setembro, postada na agência Central dos Correios, um manuscrito que atribui a petistas violências e morte. "Não tenho medo." São muitas, "pelo menos 300", as manifestações de solidariedade que tem recebido - elas chegam por e-mails, telefonemas, cartas e telegramas, até de d. Evaristo Arns. "De político não chegou nenhuma mensagem."

E os R$ 30 mil investidos na impressão, de onde saíram? "Doações espontâneas que chegaram a mim, doações de pessoas não ligadas a partidos. Gente que me deu ajuda com essa finalidade, de fazer folhetos. Teve sobra, vou doar à Diocese."

Não o incomoda o fato de a gráfica do Cambuci pertencer a empresário casado com uma filiada do PSDB, irmã de Sérgio Kobayashi, que integra a campanha de Serra. "Essa mesma gráfica imprimiu jornais e panfletos para candidatos do PT."

D. Luiz diz respeitar "a opinião e a posição" de qualquer cidadão. "Não sou desses que manda sequestrar impressos, que amordaça a imprensa, como infelizmente acontece em nosso País hoje. Estou com a consciência tranquila de ter feito a minha obrigação. A minha posição é esta: não pode votar na Dilma. Se ela vencer vou lamentar. Vou respeitá-la como presidente, mas vou continuar minha luta. Eu tenho uma palavra só, contra o aborto. É uma norma pétrea. Não vou ceder." 

O Estado de São Paulo

Carreata do 20 festeja 21 anos de Samambaia

Samambaia, cidade implantada pelo ex-governador Joaquim Roriz, comemora 21 anos na próxima segunda-feira. Em homenagem ao aniversário da cidade e aos seus moradores, a candidata a governadora Weslian Roriz (PSC 20) promoveu na tarde deste sábado (23) uma gigantesca carreata, que azulou e agitou as principais ruas de Samambaia.

Ao lado de Roriz, Dona Weslian reafirmou o compromisso de realizar novas obras de infraestrutura, ampliar as unidades de saúde, reforçar a segurança, implantar creches e levar escolas técnicas para Samambaia. “Vocês podem confiar: vamos retomar o desenvolvimento de Samambaia”, assegurou a candidata ao ser recebida por lideranças da comunidade que a aguardavam para a carreata.

No estacionamento da Feira da 202 Norte de Samambaia, local da concentração, quatro trio-elétricos e mais de 400 veículos aguardavam a candidata, que chegou às 17h30 junto com Roriz e o vice Jofran Frejat. Ao chegar, Dona Weslian foi recebida com entusiasmo por diversos feirantes, que faziam questão de cumprimentá-la e incentivá-la com palavras de apoio. “Dona Weslian governadora é isso que a gente quer”, gritava um grupo de moradores, que se juntaram aos militantes da candidata.

Durante o percurso, que durou cerca de duas horas, moradores com motos e bicicletas engrossaram o comboio. A carreata cruzou as ruas das quadras N 204 e R 206, passou pela Feira Permanente da 210, subiu a quadra 612 e ainda percorreu toda a QN 412. Durante todo o trajeto, moradores saíram às ruas para manifestar apoio à candidata. Nas lojas, nos pontos de ônibus, nas praças, as pessoas se manifestavam aplaudindo a carreata.

Num carro de som, o locutor Vatanábio Brandão, da coordenação da Coligação Esperança Renovada, enumerava as realizações de Joaquim Roriz em Samambaia: “Foi Roriz quem criou esta cidade, quem garantiu moradia para você, quem trouxe escolas, saúde, empregos e o metrô. Agora, é a esposa dele, Dona Weslian, quem vai dar continuidade ao trabalho de Roriz, trazendo novas obras para Samambaia”.

A dona de casa Almerinda Lopes de Sá, 35 anos, emocionada ao ver o casal passar em frente à sua residência, traduziu o sentimento dos moradores: “Ninguém fez mais por Samambaia do que Roriz. Esta cidade existe graças ao Roriz. Vou colocar uma bandeira na porta da minha casa para mostrar a minha gratidão. Para mostrar que eu sou 20”.

Ao final do trajeto, quando já era noite, muitos moradores ainda aguardavam para cumprimentar Dona Weslian. Gente como Júlio César Peixoto, 28 anos, que, dizendo-se feliz com a presença de Dona Weslian as vésperas do aniversário de Samambaia, fez questão de justificar por que vai votar nela: “Dona Weslian é uma mulher de fé, de fibra. Ela sempre ajudou, sempre olhou, sempre deu a mão aos mais humildes. E ela tem Roriz, que vai ajudá-la a governar. Dona Weslian é a melhor opção para Samambaia e para todo o Distrito Federal”.
 

http://www.weslian.com.br/noticias/ultimas/760-carreata-do-20-festeja-21-anos-de-samambaia

Acuado por graves denúncias de corrupção, Agnelo Queiroz (PT) pode ter registro de candidatura cassado pelo TRE-DF ainda essa semana.

Pedida a cassação de Agnelo ao TRE-DF

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TREDF) recebeu na tarde desta sexta-feira (22) Representação da Coligação Esperança Renovada em desfavor dos candidatos a Governador e Vice do DF, respectivamente Agnelo Queiroz e Tadeu Fillipeli, pertencentes à Coligação Novo Caminho.

O objetivo da Representação é a cassação do registro ou diploma dos candidatos e aplicação de multa. O motivo do pedido é que, no último dia 20, a equipe de Agnelo teria distribuído lanche a populares que aguardavam evento programado com a Cooperativa de Catadores de Lixo e Reciclagem da cidade Estrutural.

A representação se baseia no parágrafo 6º do artigo 39, da Lei das Eleições (9504/97): “É vedada na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor”.

Outro dispositivo citado é o artigo 41-A , que trata das hipóteses de captação ilícita de sufrágio. Para comprovar a situação, foi encaminhado, junto com a Representação, cópia de jornal televisivo que teria registrado a situação. A Representação ainda não tem relator.

Tribuna do Brasil

Programa Eleitoral de Weslian Roriz dia 22 de outubro

sábado, 23 de outubro de 2010

PT ameaça bispo católico: Dom Luiz, bispo de Guarulhos, foi xingado e ameaçado de morte por militantes do PT em São Paulo.

Exclusivo - Petistas intimidaram e xingaram Dom Luiz, bispo de Guarulhos, que recebeu ameaças. Mas ele não se cala: “Recomendo voto contra Dilma por causa de suas idéias favoráveis ao aborto”
 
Vocês sabem o que penso. Entendo absurda a liminar concedida pelo ministro Henrique Neves, do TSE, que permitiu à polícia federal apreender o “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, em que a Comissão em Defesa da Vida, da Regional Sul I da CNBB, exortava os católicos a não votar em políticos que defendam a descriminação do aborto.

A impressão do texto foi encomendada por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos. O PT tentou acusar uma espécie de conspiração, afirmando que se tratava de uma iniciativa do PSDB, já que uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao partido. Os petistas só se esqueceram de informar, como noticiou este blog, a empresa imprimiu material de campanha para outros partidos - inclusive para o PT. Num deles, uma central sindical exortava seus filiados a votar em Dilma, o que é ilegal.

Pois bem. Dom Luiz concedeu uma entrevista ao repórter Kalleo Coura, da VEJA, em que desmoraliza mais uma farsa petista. Foi ele quem realmente encomendou a impressão do texto, não o PSDB. Sem receio de defender os princípios da Igreja de que é bispo, reafirma a sua posição contrária ao aborto, diz que se sentiu censurado e reitera que os fiéis não devem votar na petista Dilma Rousseff por causa de suas idéias, favoráveis à descriminação: “Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, dizendo-se contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável”.

Dom Luiz revela também que os petistas tentaram intimidá-lo: “Fui agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado”. Sem receio, Dom Luiz avisa: “Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções”. Leia os principais trechos da entrevista..

VEJA - Foi o senhor quem decidiu imprimir dois milhões de cópias do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”?

Dom Luiz - Sim. Fiz isso para tornar conhecida a minha posição política em defesa da Igreja e da vida. Essa publicação visava justamente defender a vida de seres humanos que não pediram para nascer e não têm condições de se defender. Trata-se de um documento oficial, assinado por três bispos. Não era um panfleto. É um documento autêntico da igreja.

O senhor se sentiu censurado com a apreensão dos folhetos?

Dom Luiz - laro que sim! Foi um ato totalmente antidemocrático, uma agressão à minha pessoa. Afinal de contas, eu tinha autorizado a publicação. Essa cassação impediu não só a impressão do documento como sua distribuição. Sinto que fui perseguido. O governo fala tanto em liberdade de expressão, mas esta apreensão foi um atentado a um princípio constitucional. A minha opinião foi censurada.

O senhor defende explicitamente que os fiéis não votem em Dilma Rousseff?

Dom Luiz - Minha recomendação é essa por causa das idéias favoráveis ao aborto que ela tem. Em 2007, numa entrevista, ela chegou a dizer que era um absurdo a não-descriminalização do aborto no Brasil. Então ela é favorável a isso. Agora, depois do primeiro turno, ela se manifestou muito religiosa, se dizendo contra o aborto e contra a união de pessoas do mesmo sexo. Quer dizer: tudo aquilo que atrapalhou a sua eleição no primeiro turno, ela tirou da campanha. Você pode confiar numa pessoa que assume posições contraditórias? Ninguém muda de idéia deste jeito. O lobo perde o pêlo, mas não perde o vício. Ela não é confiável.

O PT chegou a dizer que havia “indícios veementes” de participação do PSDB nas encomendas dos folhetos. Isso ocorreu?

Dom Luiz - Em circunstância nenhuma eu agi de acordo com orientações partidárias. Eu falei, repito, assino e afirmo: “Não tenho partido político”. Eu sou um ser político, sim, mas não partidário. Se tomei partido nesta eleição, não foi a favor do PSDB, foi contra o PT e a Dilma. As razões são claras: sou contra o aborto e a favor da vida. Não fui procurado por partido político nenhum! Fui apenas agredido por militantes do PT, que, há dez dias, fizeram um escarcéu debaixo da minha janela, às duas da manhã, com palavrões e rojões. Cheguei até a ser ameaçado.

Como foi isso?

Dom Luiz - Recebi cartas anônimas. Uma delas dizia: “O Celso Daniel foi assassinado, tome cuidado”. Fiz um boletim de ocorrência por causa disso, mas não tenho medo. Se fizerem qualquer coisa contra mim, será um tiro no pé. Será pior para eles.

É papel de um bispo se posicionar politicamente?

Dom Luiz - O papel do bispo é orientar os seus fiéis sobre a verdade, sobre a justiça e sobre a moral. Ele deve apresentar a verdade e denunciar o erro. Foi o que fiz. Tenho todo o direito - e o dever - de agir do modo que agi. Não me arrependo de ter falado o que falei. Faria tudo de novo! Se surgir um candidato que seja contra os princípios morais, contra a dignidade humana e contra a liberdade de expressão, irei me levantar de novo.

O senhor irá continuar distribuindo documentos similares aos apreendidos?

Dom Luiz - Se a Justiça liberar, vou. De qualquer forma, vou continuar manifestando minha opinião. Ninguém pode botar um cadeado, uma mordaça, na minha boca. Podem apreender um papel, mas nada altera minhas convicções.

Por Reinaldo Azevedo
Blog do Reinaldo Azevedo/ Veja.com

Petista seqüestra repórter de D. Weslian

Um homem seqüestrou na tarde de sexta-feira (22), na Vila estrutural, a jornalista E.G.A., repórter que trabalha na produção dos programas de televisão da Coligação Esperança Renovada, da candidata Weslian Roriz (PSC). A repórter colhia informações sobre o evento realizado na quinta-feira (21), quando militantes do PT distribuíram comida para os moradores enquanto eles aguardavam o candidato Agnelo Queiroz. Durante quase duas horas, a jornalista ficou circulando de cabeça baixa, com rosto colado aos joelhos, dentro de um Fiat branco, enquanto o seqüestrador, que se dizia petista, ameaçava: “Você vai morrer por meter o nariz onde não deve”.

A jornalista foi seqüestrada em frente à panificadora Estrutural, que fica perto da Delegacia de Polícia da cidade. A repórter contou que, pela manhã, esteve no local com a equipe de televisão da coligação para tentar ouvir testemunhas da distribuição de comida no evento de Agnelo, crime eleitoral mostrado pelo jornal DFTV 2ª Edição, da TV Globo. Ela, porém, não conseguiu localizar as pessoas que procurava. À tarde, a repórter recebeu uma ligação de um informante dizendo que se ela retornasse à cidade encontraria testemunhas que receberam a comida distribuída no evento do PT.

A repórter voltou à cidade sozinha e localizou pessoas que participaram do evento. Nesse momento, segundo a repórter, um homem dentro de um Fiat branco, com adesivos da campanha de Agnelo e Dilma, se aproximou sem sair do veículo e disse que lhe levaria à casa de quem havia comprado o lanche distribuído. Ao entrar no carro, o motorista saiu em disparada, já ameaçando: “Você tá procurando encrenca, então já achou”.

Durante o período em que ficou em poder do seqüestrador, “ele me ofendia, mandava não olhar pra ele, dizia que iria me matar”, contou a jornalista, repetindo uma das ameaças do seqüestrador: “Você está carimbada aqui. Se voltar, morre”. Ela não sabe exatamente por onde eles circularam, já que o tempo todo permaneceu de cabeça baixa, mas acha que andou entre a Estrutural, Vicente Pires e Ceilândia, com o carro sempre em alta velocidade. No piso do carro, ela viu material de campanha de Agnelo, o que a levou a ter certeza de que o sequestrador era o que dizia ser: um mlitante do PT.

A jornalista lembra que, no momento em que o seqüestrador ameaçou espancá-la, ela resolveu enfrentá-lo, dizendo que não tinha medo dele e que ele seria punido pelo crime que estava cometendo. “Foi quando ele parou o carro, me empurrou para fora e saiu em disparada”, contou, ressaltando que não conseguiu gravar o rosto do seqüestrador nem anotar a placa do veículo. No final da tarde, acompanhada por advogados da Coligação Esperança Renovada, a jornalista registrou queixa na Delegacia de Polícia da Estrutural.  Para a repórter, a intenção do sequestrador era intimidá-la para não continuar investigando  o crime eleitoral cometido por Agnelo na Estrutrural.

Roriz ameaçado de morte: Casal Roriz teria sofrido ameaças de morte na noite de ontem, após divulgação de programa eleitoral com depoimento de testemunha da Operação Shaolin.

Segurança do casal Roriz será reforçada

AVISO – Depois de mostrar na TV testemunha contra Agnelo, Roriz diz que foi avisado que pode ser alvo de atentado
 
A candidata a governadora Weslian Roriz (PSC 20) e o marido dela, o ex-governador Joaquim Roriz, acreditam que estão correndo risco de morte depois que o programa da Coligação Esperança Renovada divulgou depoimento de uma testemunha denunciando o esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Esporte quando o candidato petista Agnelo Queiroz era ministro. Por isso, a Coligação Esperança Renovada vai reforçar a segurança do casal, especialmente em compromissos públicos, quando evitarão circular em carros abertos.

A intraquilidade do casal foi relatada na manhã deste sábado (23) por Joaquim Roriz, durante reunião de Dona Weslian com cerca de 200 pastores evangélicos. Roriz contou que, depois da veiculação do programa, a equipe de segurança lhe comunicou que fora avisada que, a partir de agora, o casal deveria redobrar os cuidados ao sair às ruas. “Estamos correndo risco de vida”, avisou Roriz. “Continuaremos a cumprir com compromissos, mas não estaremos mais em carro aberto porque já nos foi avisado que eles podem cometer qualquer tipo de ataque contra nós. Andaremos de carro blindado a partir de agora”, afirmou.

O programa com o relato da testemunha-chave foi ao ar na noite de sexta-feira, quando já tinham circulado os jornais DF Notícias e Tribunal do Brasil, que traziam matérias com Michael Alexandre Vieira da Silva, o homem que, segundo ele mesmo, repassava ao grupo de Agnelo Queiroz o dinheiro desviado do Programa Segundo Tempo. Em represália, três pessoas foram presas quando distribuíam o jornal DF Notícias na Rodoviária do Plano Piloto. Todos os exemplares foram apreendidos. A prisão e a apreensão dos jornais, que atenta frontalmente a liberdade de imprensa, foi pedida pelo deputado distrital eleito Chico Vigilante (PT).

Ainda na sexta-feira, uma repórter da equipe de produção do programa eleitoral de Dona Weslian foi sequestrada na Estrutural por um homem que dirigia um Fiat Palio identificado com adesivos da campanha de Agnelo e Dilma. A repórter passou duas horas dentro do veículo sendo ameaçada de morte. O seqüestrador quis intimidá-la porque ela queriam entrevistar pessoas que receberam comida num evento realizado por Agnelo na Estrutura, o que configura crime eleitoral.

Em função dessas ocorrências, a coordenação da campanha de Dona Weslian decidiu reforçar a segurança do casal até o final da campanha.

APOIO DE EVANGÉLICOS E VERDES

A oito dias das eleições para o segundo turno, a campanha da candidata Weslian Roriz (PSC) ganhou mais força neste fim de semana com a renovação de apoio de antigas lideranças religiosas e com adesões de líderes políticos de municípios do Entorno.

Na manhã deste sábado (23), Dona Weslian, junto com o ex-governador Joaquim Roriz, reuniu-se com 200 pastores de igrejas evangélicas do Distrito Federal, no comitê central da Coligação Esperança Renovada, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). No encontro, Dona Weslian o apoio de dirigentes do Partido Verde (PV) de duas cidades do Entorno, Valparaíso e Novo Gama, municípios aonde moram milhares de eleitores que votam no DF.

“Estou feliz de que vocês estejam aqui”, disse Dona Weslian aos pastores. “Tenho certeza de que vocês levarão a minha mensagem aos que não conseguiram chegar até aqui. Multipliquem seus votos em suas igrejas. Eu só serei eleita com a vontade de Deus e a de vocês”, enfatizou a candidata.

Ela explicou as razões de sua candidatura, que foi lançada por Roriz. “Queremos que Brasília e o Distrito Federal volte a ter um governo mais humano e leal”, destacou. “Roriz fez muito pelos humildes e quero dar continuidade ao que ele fez. Conto com seu voto”.

O pastor Osésa Rodrigues, secretário geral do Instituto de Pesquisa , Desenvolvimento e Ação Social (IPDAS), que organizou o encontro, comparou a campanha de Dona Weslian à “luta de Davi contra Golias”. Segundo ele, do lado do casal Roriz estão os mais humildes, os que defendem a vida, são contra o aborto e temem a Deus e são humildes. Do lado do adversário Agnelo Queiroz (PT) estariam a máquina do governo federal, o poder econômico, ateus, defensores do aborto, políticos aliados do ex-governador José Roberto Arruda, grandes veículos de comunicação e alguns influentes juízes e ministros da Justiça Eleitoral.

O pastor pediu aos evangélicos para não se intimidarem e disse ao casal que continuarão apoiando Dona Weslian. “Estamos aqui para somar, para trazer o nosso apoio. Nosso Deus é o Deus do impossível e se manifesta nas adversidades”, afirmou.

Compareceram ao encontro com os pastores o candidato a vice Jofran Frejat (PR) e ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSDB), representando o presidenciável tucano José Serra.

Site Oficial de Weslian Roriz (PSC)

Weslian Roriz (PSC) reune-se com pastores evangélicos e chora em discurso contra o aborto.

Weslian busca apoio de religiosos

A candidata Weslian Roriz (PSC), que é católica, dedicou a manhã deste sábado (23/10/) a buscar o apoio das igrejas evangélicas. No Comitê Central da campanha, localizado no SIA, Weslian se reuniu com 200 pastores. “Quero que cada um multiplique os votos dentro da igreja”, disse.

Ainda cedo, a candidata seguiu para a igreja Poço de Água Viva, em Ceilândia Norte, onde discursou para cerca de 500 pessoas durante aproximadamente 20 minutos. Durante discurso, Weslian chegou a chorar. Entre os que a acompanhavam era possível ver faixas de apoio ao movimento contra o aborto.

Na tarde deste sábado (23/10), a candidata gravará o programa eleitoral e, às 17h, fará uma carreata em Samambaia.

Correio Web

Michael Vieira pede garantia de vida a juiz federal que investiga Agnelo Queiroz (PT). Segundo o mesmo, pessoas ligadas a Agnelo ameaçaram de morte ele e sua família, caso retornasse ao DF.

NOVO ESCÂNDALO DO DF, COM PRISÕES, CHEGA PERTO DO PT E DO PC DO B

Por Rodrigo Rangel, da Agência Estado:

Ainda escaldada pela crise que arrebatou o ex-governador José Roberto Arruda, a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação com potencial para desarrumar ainda mais o já complicado tabuleiro político local.

A Operação Shaolin, que levou à prisão cinco pessoas, teve como alvo duas organizações não-governamentais que receberam R$ 2,9 milhões do Programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes. Até 2006, a pasta era comandada por Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo do DF.

Dirigente das duas ONGs investigadas, o policial militar João Dias Ferreira, um dos presos, foi candidato a deputado em 2006 pelo PCdoB, partido ao qual Agnelo era filiado à época.

Um dos delegados encarregados do caso, Giancarlos Zuliani, admitiu que investiga a suspeita de que o esquema tenha servido para financiar campanhas eleitorais. Ele afirmou, no entanto, que os dados referentes a essa vertente da investigação ainda estão sendo mantidos em sigilo.

A Polícia Civil nega que a operação, tenha por objetivo atingir a possível candidatura de Agnelo Queiroz.

Durante a sucessão de denúncias contra o governo do DF, a Polícia Civil foi acusada de ter agido politicamente em favor do então governador, José Roberto Arruda. Em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, delegados afirmaram ter sido pressionados a impedir investigações contra aliados de Arruda.

A Polícia Civil afirma ter descoberto fortes indícios da existência de uma rede de ONGs, quase todas com ligações partidárias, criadas para desviar dinheiro de convênios com o governo federal. Contratos de pelo menos quatro dessas entidades já foram mapeados pelos investigadores. Uma delas possui convênio também com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Do valor repassado pelo Ministério às ONGs, a Polícia Civil diz ter detectado o desvio de R$ 1,9 milhão. O delegado Giancarlos Zuliani disse que a investigação começou em julho de 2008, após ação de busca e apreensão numa empresa de Brasília investigada exatamente por vender notas fiscais frias a entidades não-governamentais.

Na operação foram presos ainda um assessor e um suposto “laranja” do policial João Dias, o administrador de suas ONGs e o responsável pela empresa que fornecia as notas frias incluídas na prestação de contas apresentada ao Ministério dos Esportes. Bens de João Dias, dentre eles um carro de luxo, a casa e uma das academias supostamente construídas com o dinheiro desviado, foram sequestrados por ordem judicial.

Por Reinaldo Azevedo
BLOG DO REINALDO AZEVEDO/ Veja.com

PC-DF acusa Agnelo Queiroz (PT) de participação em esquema de corrupção no Segundo Tempo e pode pedir prisão preventiva de petista.

Operação Shaolin - Polícia Civil do DF acusa Agnelo Queiroz de desvio

Investigação da Polícia Civil do Distrito Federal, batizada de Operação Shaolin, aponta o ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do DF, Agnelo Queiroz, como suspeito de desvio de verbas do Segundo Tempo, programa do ministério. Segundo reportagem no site da revista Época, documentos obtidos pela polícia sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados a associações de kung fu de Brasília comprometeriam o petista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

O Estado de São Paulo

Novos e impressionantes depoimentos dos cinco acusados de participação em esquema de corrupção de Agnelo, presos na DECO, provocam pânico na campanha petista ao GDF. Vídeos e gravações estariam vazando pela internet.

PT, golpes, ONGs e a mala de dinheiro

Deu na: REVISTA ÉPOCA

Agnelo Queiroz, candidato do PT ao governo de Brasília, é acusado de receber R$ 256 mil desviados de programa do Ministério do Esporte.

Murilo Ramos e Marcelo Rocha
 
O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições. Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula. Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.

ACUSAÇÃO

No inquérito, o delegado afirma que Agnelo “teria se valido da condição de ex-ministro” para ser favorecido pelo esquema de corrupção. Agnelo nega.

ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação. A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte. Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados. A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.

De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias. Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.

Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia. A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto. A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila. “O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.

Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin. Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”. O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira. De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”. Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.

A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho. Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo. Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores. “Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma. “Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.” Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso. “O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”

João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA. Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos. O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito. Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes.
 

Justiça reduz horário da lei seca no domingo do 2º turno da eleição no DF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) reconsiderou, nesta sexta-feira (22/10), a liminar que proíbe a venda de bebida alcoólica durante todo o dia de votação. O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) entrou ontem com um Pedido de Reconsideração de Liminar no TJDF para derrubar ou suspender parcialmente a Lei Seca. Agora, as bebidas alcoólicas poderão ser vendidas após as 18h de domingo (31/10).

Segundo o presidente do Sindhobar, Cleiton Machado, a decisão é considerada uma vitória expressiva. "No primeiro turno, a queda das vendas de bebidas alcoólicas chegou a 30%, por isso entramos com o pedido", disse. De acordo com ele, o prejuízo foi grande. "Não falamos em valor, mas num dia como domingo, 30% é muita coisa", afirmou Cleiton. O Sindhobar engloba 10 mil empresas com 100 mil trabalhadores, no Distrito Federal.

 

Roberta Abreu - Correioweb