terça-feira, 19 de outubro de 2010

Weslian Roriz (PSC) promete anistiar multas de trânsito cometidas até o 30 de setembro último, PT reclama, porém especialistas em direito eleitoral não vêem crime eleitoral.

Weslian promete anistiar multa de motoristas no DF

RAFAEL MORAES MOURA - Agência Estado


"Multa era para ser apenas solução, mas no DF acabou virando problema. Um dinheiro que sai do nosso bolso e a gente não vê para onde vai", diz o apresentador do programa, exibido hoje. "Assim que assumir o governo, d. Weslian vai anistiar todas as multas. Quem tem multa até 30 de setembro não vai mais precisar pagar. E pode anotar aí, assim que tomar posse em 1º de janeiro, Dona Weslian vai revisar o sistema de cobranças de multa", prossegue.

Especialistas ouvidos pela reportagem não acreditam que, ao defender a anistia, a candidata esteja violando a legislação eleitoral.

Para o coordenador de comunicação da campanha de Weslian, Paulo Fona, as críticas são infundadas. "Trata-se de uma proposta que atinge indiscriminadamente toda a população do DF, não se refere a uma única pessoa nem a um segmento ou categoria profissional", defendeu. "Sabemos da viabilidade, do ponto de vista jurídico e econômico."

De janeiro a setembro deste ano, foram aplicadas 1,347 milhão de multas ao motoristas da região, informou o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). Até agosto, o valor total arrecadado foi de R$ 58,9 milhões. O órgão alegou que não seria possível estimar quantas multas ainda não foram pagas, "visto os prazos de recursos e a inadimplência".

"As multas são de natureza leve, média, grave e gravíssima, o que também dificulta essa estimativa, podendo variar de R$ 53 a R$ 191 ou até R$ 957,70 (que tem fator multiplicador), caso do valor por dirigir sob efeito de álcool", explicou, por meio de assessoria. O Detran-DF também afirmou que "não se pronuncia sobre propostas de candidatos". 

O Estado de São Paulo
A candidata do PSC ao Palácio do Buriti, Weslian Roriz, prometeu anistiar as multas dos motoristas do Distrito Federal caso derrote Agnelo Queiroz (PT) nas urnas. A iniciativa foi vista pelo adversário como uma "forma subliminar de comprar votos", levando a campanha petista a entrar com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra o programa da mulher do ex-governador Joaquim Roriz.

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