sábado, 23 de outubro de 2010

Petista seqüestra repórter de D. Weslian

Um homem seqüestrou na tarde de sexta-feira (22), na Vila estrutural, a jornalista E.G.A., repórter que trabalha na produção dos programas de televisão da Coligação Esperança Renovada, da candidata Weslian Roriz (PSC). A repórter colhia informações sobre o evento realizado na quinta-feira (21), quando militantes do PT distribuíram comida para os moradores enquanto eles aguardavam o candidato Agnelo Queiroz. Durante quase duas horas, a jornalista ficou circulando de cabeça baixa, com rosto colado aos joelhos, dentro de um Fiat branco, enquanto o seqüestrador, que se dizia petista, ameaçava: “Você vai morrer por meter o nariz onde não deve”.

A jornalista foi seqüestrada em frente à panificadora Estrutural, que fica perto da Delegacia de Polícia da cidade. A repórter contou que, pela manhã, esteve no local com a equipe de televisão da coligação para tentar ouvir testemunhas da distribuição de comida no evento de Agnelo, crime eleitoral mostrado pelo jornal DFTV 2ª Edição, da TV Globo. Ela, porém, não conseguiu localizar as pessoas que procurava. À tarde, a repórter recebeu uma ligação de um informante dizendo que se ela retornasse à cidade encontraria testemunhas que receberam a comida distribuída no evento do PT.

A repórter voltou à cidade sozinha e localizou pessoas que participaram do evento. Nesse momento, segundo a repórter, um homem dentro de um Fiat branco, com adesivos da campanha de Agnelo e Dilma, se aproximou sem sair do veículo e disse que lhe levaria à casa de quem havia comprado o lanche distribuído. Ao entrar no carro, o motorista saiu em disparada, já ameaçando: “Você tá procurando encrenca, então já achou”.

Durante o período em que ficou em poder do seqüestrador, “ele me ofendia, mandava não olhar pra ele, dizia que iria me matar”, contou a jornalista, repetindo uma das ameaças do seqüestrador: “Você está carimbada aqui. Se voltar, morre”. Ela não sabe exatamente por onde eles circularam, já que o tempo todo permaneceu de cabeça baixa, mas acha que andou entre a Estrutural, Vicente Pires e Ceilândia, com o carro sempre em alta velocidade. No piso do carro, ela viu material de campanha de Agnelo, o que a levou a ter certeza de que o sequestrador era o que dizia ser: um mlitante do PT.

A jornalista lembra que, no momento em que o seqüestrador ameaçou espancá-la, ela resolveu enfrentá-lo, dizendo que não tinha medo dele e que ele seria punido pelo crime que estava cometendo. “Foi quando ele parou o carro, me empurrou para fora e saiu em disparada”, contou, ressaltando que não conseguiu gravar o rosto do seqüestrador nem anotar a placa do veículo. No final da tarde, acompanhada por advogados da Coligação Esperança Renovada, a jornalista registrou queixa na Delegacia de Polícia da Estrutural.  Para a repórter, a intenção do sequestrador era intimidá-la para não continuar investigando  o crime eleitoral cometido por Agnelo na Estrutrural.

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