quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Weslian Roriz (PSC) faz carreata em Santa Maria e se emociona com o carinho e apoio da população.
Weslian promete saúde, escola e creche para moradores de Santa Maria Norte
Juliana Boechat
Weslian Roriz (PSC) prometeu construir creches, escolas e melhorarar o atendimento na saúde em Santa Maria Norte, onde fez caminhada na tarde desta terça-feira (26/10).
A candidata ao Governo do Distrito Federal começou a carreata em um posto de gasolina, próximo a um viaduto em uma das entradas da cidade. Weslian estava acompanhada do marido Joaquim Roriz, das filhas Liliane e Jaqueline e do vice da chapa, Jofran Frejat.
A caminhada durou cerca de duas horas, tempo em que a candidata agradeceu a alegria das pessoas e disse ter gostado muito da carreata. Weslian revelou ainda que só não falou mais com a população por ter ficado emocionada.
Correio Web /Fotos: Keila Franco
Manobra Desleal: PT faz manobra para impedir que servidores do GDF recebam seus pagamentos na sexta-feira e assim não possam viajar no feriado.
Manobras prejudicam servidores
em 26/10/2010 às 18:29
Para evitar que os servidores do GDF viagem nas eleições, a bancada hoje oposicionista – PT, PMDB e outros apoiadores do candidato Agnelo Queiroz (PT) na corrida ao GDF -, esqueceram-se dos servidores do Governo do Distrito Federal em nome das manobras eleitorais.
Iria ser votado hoje o crédito para pagamento destes servidores. Mas não foi. A turma de Agnelo se articula para impedir que os funcionários do governo recebam seus salários e assim, não viagem no feriadão – que coincide com o segundo turno das eleições.
Este é o presente que os deputados distritais estão dando ao servidores pelo seu dia, comemorado no dia 28 de outubro.
Hoje, apenas ficaram na Cãmara para a votação os deputados Raimundo Ribeiro (PSDB), Wilson Lima (PR) e Aguinaldo de Jesus (PRB). Eles já articulam convocar os colegas amanhã para a votação do crédito da qual depende o pagamento dos servidores. Mas, segundo fonte da oposição na Casa, "não vai dar quórum".
Nova testemunha vem a público, acusa Agnelo Queiroz (PT) de ser o chefe de esquema de corrupção no Ministério do Esporte e diz que está sob ameaça de morte.
No horário eleitoral, nova testemunha acusa Agnelo de desviar dinheiro
A cinco dias do segundo turno das eleições, novas denúncias contra Agnelo Queiroz (PT) apareceram no horário gratuíto eleitoral de Weslian Roriz (PSC) desta terça-feira (26). Geraldo Nascimento de Andrade, motorista de Miguel Santos Souza, uma das pessoas investigadas na Operação Shaolin, acusou o petista de ser o chefe de um esquema de desvio de dinheiro de ONGs no programa Segundo Tempo, criado por Agnelo quando ele estava no comando da pasta do Ministério do Esporte.
Geraldo afirmou em depoimento à Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado DECO no dia 3 de abril de 2010, ter visto Agnelo receber R$ 250 mil e citou nomes de ONGs que seriam falsas durante o programa na TV. "Miguel (Souza), Agnelo e João Dias escolhiam as ongs para esquema do Ministério do Esporte", disse Geraldo.
Correio Web
É Roriz nas urnas: TRE-DF nega pedido do PT e mantém a foto de Joaquim Roriz nas urnas eletrônicas.
TRE-DF mantém decisão de não substituir foto de Roriz pela de Weslian
Publicação: 26/10/2010 10:04 Atualização: 26/10/2010 10:05
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) manteve, na tarde desta segunda-feira (25/10), a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não substituir a foto de Joaquim Roriz (PSC) nas urnas eletrônicas que serão usadas no segundo turno das eleições no Distrito Federal. A foto de Roriz foi inserida nas urnas antes de ele desistir da candidatura a governador e indicar sua mulher, Weslian Roriz (PSC), como candidata em seu lugar.
O motivo da decisão foi que a abertura das 5 mil urnas poderia afetar a segurança e credibilidade do pleito. O pedido de substituição foi feito pela Coligação Novo Caminho, de Agnelo Queiroz (PT), no último dia 6. De acordo com o coordenador jurídico do partido, Claudismar Zupirolli, cabe recurso da decisão, mas a coligação não deve recorrer. "A decisão de ontem foi meramente formal, se o TSE decidiu, não deve voltar atrás". A chapa de Agnelo decidirá nesta terça (26/10) se haverá um novo pedido.
Correio Web
PSul volta a vestir o azul de Roriz
Na última semana de campanha pela disputa do Palácio do Buriti, a candidata Weslian Roriz (PSC 20) voltou à Ceilândia para consolidar os votos de um dos mais importantes colégios eleitorais do Distrito Federal. A grande carreata desta segunda-feira (25) movimentou o Setor P Sul e comprovou a popularidade da candidata da coligação Esperança Renovada.
Durante o percurso, que durou mais de uma hora, Weslian Roriz reiterou seus compromissos de governo que vão melhorar a qualidade de vida de todos os moradores da região, como a expansão da linha do metrô, a construção de hospital, policlínica e novos centros de saúde, a instalação da Farmácia Regional da Ceilândia para fornecer gratuitamente medicamentos de uso contínuo e de alto custo, e a implantação da 3ª faixa na BR-070 (rodovia que liga Ceilândia a Águas Lindas).
Acompanhada do marido Joaquim Roriz, do candidato a vice, Jofran Frejat, da coordenadora da campanha de José Serra no DF, Maria de Lourdes Abadia, e da filha e deputada distrital eleita Liliane Roriz, Dona Weslian afirmou que todos os compromissos assumidos na campanha serão cumpridos pelo seu governo. “Vamos fazer uma governo maravilhoso para Brasília”, garantiu.
A confiança transmitida pela candidata está contagiando os eleitores cientes da importância e da responsabilidade do voto consciente. Eleitores como Claudia de Abreu Lima, uma jovem de 27 anos que sonha e deseja uma cidade melhor: “Dona Weslian é uma mulher de palavra e vai continuar as melhorias iniciadas pelo ex-governador Roriz e que foram abandonas pelo governo do Arruda”.
A carreata partiu do terminal de ônibus do P-Sul, entre as avenidas P4 e P5, e percorreu as principais ruas comerciais e residenciais do setor. O comboio com mais 200 carros, com direito a buzinaço e bandeiraço, atraiu a atenção da população. Moradores saíam às ruas, aplaudindo e agitando bandeiras, toalhas e roupas na cor azul. Em pouco tempo, as ruas do P-Sul azularam de vez.
O corpo a corpo e o contato direto com o eleitor tem sido a marca registrada da candidata desde o início do segundo turno da campanha. E agora, na reta final da disputa eleitoral, a estratégia está cada vez mais forte. Para a coordenação da campanha, o povo nas ruas é a melhor pesquisa que pode existir.
Durante o percurso, que durou mais de uma hora, Weslian Roriz reiterou seus compromissos de governo que vão melhorar a qualidade de vida de todos os moradores da região, como a expansão da linha do metrô, a construção de hospital, policlínica e novos centros de saúde, a instalação da Farmácia Regional da Ceilândia para fornecer gratuitamente medicamentos de uso contínuo e de alto custo, e a implantação da 3ª faixa na BR-070 (rodovia que liga Ceilândia a Águas Lindas).
Acompanhada do marido Joaquim Roriz, do candidato a vice, Jofran Frejat, da coordenadora da campanha de José Serra no DF, Maria de Lourdes Abadia, e da filha e deputada distrital eleita Liliane Roriz, Dona Weslian afirmou que todos os compromissos assumidos na campanha serão cumpridos pelo seu governo. “Vamos fazer uma governo maravilhoso para Brasília”, garantiu.
A confiança transmitida pela candidata está contagiando os eleitores cientes da importância e da responsabilidade do voto consciente. Eleitores como Claudia de Abreu Lima, uma jovem de 27 anos que sonha e deseja uma cidade melhor: “Dona Weslian é uma mulher de palavra e vai continuar as melhorias iniciadas pelo ex-governador Roriz e que foram abandonas pelo governo do Arruda”.
A carreata partiu do terminal de ônibus do P-Sul, entre as avenidas P4 e P5, e percorreu as principais ruas comerciais e residenciais do setor. O comboio com mais 200 carros, com direito a buzinaço e bandeiraço, atraiu a atenção da população. Moradores saíam às ruas, aplaudindo e agitando bandeiras, toalhas e roupas na cor azul. Em pouco tempo, as ruas do P-Sul azularam de vez.
O corpo a corpo e o contato direto com o eleitor tem sido a marca registrada da candidata desde o início do segundo turno da campanha. E agora, na reta final da disputa eleitoral, a estratégia está cada vez mais forte. Para a coordenação da campanha, o povo nas ruas é a melhor pesquisa que pode existir.
O Ministro Shaolin: Agnelo Queiroz (PT) se perde em meio às acusações de corrupção, tenta calar a imprensa e adversários com ameaças e começa a ver seu sonho de ser governador ir por água abaixo.
O Ministro Shaolin
Operação Shaolin. Ela é resultado de uma investigação da Polícia Federal e revela à sociedade brasileira mais uma façanha de um figurão do governo do Partido dos Trabalhadores - PT. Agora é esperar os desmentidos e frases do tipo "não sei de nada", "nada vi", "ninguém me avisou"...
"O ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, terá um caminho duro até as eleições. Antes, porém, Agnelo terá de se defender de denúncias que o relacionam a desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte no governo Lula.
Uma investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal no início de abril, batizada de Operação Shaolin, prendeu cinco pessoas, apreendeu documentos e colheu depoimentos sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília. O relatório final da operação compromete Agnelo com um golpe milionário e sugere o envio das informações ao Ministério Público Federal (MPF) para que a investigação seja aprofundada. Os desdobramentos do caso dirão se o ex-ministro terá condições de se livrar das graves acusações ou se ele aumentará a lista dos políticos de Brasília flagrados com a mão no dinheiro público.
Rafael Neddemermeyer
ACUSAÇÃO
No inquérito, o delegado afirma que Agnelo “teria se valido da condição de ex-ministro” para ser favorecido pelo esquema de corrupção. Agnelo nega
ÉPOCA teve acesso ao relatório da Polícia Civil. “Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo”, afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação. A origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. O maior convênio, de R$ 2 milhões, foi assinado em 2005 pelo então secretário executivo da pasta e atual ministro, Orlando Silva, com a Febrak. A federação teria de desenvolver atividades desportivas com 10 mil alunos da rede pública de ensino enquanto não estavam em sala de aula. O segundo convênio, de R$ 920 mil, foi firmado com a associação em 2006, quando Agnelo não era mais ministro do Esporte. Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.
A investigação sustenta que as ONGs de Dias forjavam a compra de materiais que seriam usados durante as atividades com as crianças, tais como quimonos, jogos de xadrez, damas, varetas e alimentos. As associações teriam atuado em conluio com empresas que forneciam notas fiscais frias para driblar a fiscalização do ministério.
De acordo com a apuração da polícia, empresas de fachada cobravam 17% do valor das notas para emitir os papéis frios, sacar os recursos depositados pelas associações em suas contas e devolver o dinheiro para as ONGs de João Dias. Os investigadores afirmam que Dias desviou recursos para a compra de uma casa avaliada em R$ 850 mil para construir duas academias de ginástica e financiar sua campanha para deputado distrital em 2006.
O INÍCIO
Então secretário, o atual ministro Orlando Silva assinou com João Dias o contrato com a Febrak.
Segundo uma testemunha, desse convênio teriam saído R$ 256 mil para Agnelo
Uma testemunha disse ao delegado Giancarlos Zuliani que sacou entre os dias 7 e 8 de agosto de 2007 o equivalente a R$ 335 mil em uma agência do Banco de Brasília, o BRB. Essa testemunha não será identificada na reportagem porque, segundo um envolvido nas investigações, ela ainda não está sob proteção da polícia. A mesma testemunha disse que colocou R$ 256 mil numa mochila e seguiu até a cidade-satélite de Sobradinho, acompanhada de Eduardo Pereira Tomaz, principal assessor de João Dias nos projetos do Segundo Tempo. Chegando ao local indicado, o estacionamento de uma concessionária de motos, um Honda Civic de cor preta, diz a testemunha, estacionou ao lado do carro onde estava com Eduardo. Eduardo, prossegue o relato, entregou a mochila com o dinheiro ao passageiro do carro preto.
A testemunha diz ter identificado o homem que pegou a mochila. “O local onde ocorreu a suposta entrega possuía boa iluminação, razão pela qual o declarante pode afirmar com convicção que Agnelo Queiroz foi a pessoa que recebeu a mochila contendo R$ 256 mil”, diz o relatório da polícia. O depoimento fornece detalhes do encontro em Sobradinho. O ex-ministro teria despejado o dinheiro no chão do carro para conferir os valores e, ao final, tirado R$ 1.000 e dado como gorjeta para Eduardo e para a testemunha.
Eduardo e João Dias foram presos temporariamente durante a Operação Shaolin. Um manuscrito encontrado na casa de Dias chamou a atenção dos policiais. Trata-se de um bilhete que relaciona o número “300.000” ao nome “Agnelo”. O papel foi submetido a perícia, que identificou João Dias como o autor do manuscrito. Gravações telefônicas autorizadas pela 3ª Vara Criminal de Brasília, segundo os investigadores, interceptaram ligações realizadas por Ana Paula Oliveira, mulher de Dias, para Agnelo Queiroz na manhã de 5 de abril, logo após a prisão de João Dias Ferreira. De acordo com a investigação, Ana Paula tentou falar três vezes com Agnelo para “solicitar a indicação de um advogado para defender seu marido na situação relacionada ao Segundo Tempo”. Em outro momento, segundo a polícia, Dias quis auxílio de Agnelo para se defender em uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público Federal.
O IMÓVEL
A casa de João Dias em um condomínio nos arredores de Brasília.
Dias comprou-a enquanto recebia dinheiro do Ministério do Esporte.
A polícia indiciou sete pessoas, entre elas João Dias e Eduardo Pereira Tomaz. Além de sugerir o envio das informações para o MPF, Zuliani pede que seja feito um rastreamento dos telefones celulares usados por Agnelo e pelos outros envolvidos na suposta entrega de dinheiro em Sobradinho. Propõe, também, que sejam pedidos os extratos telefônicos que contêm as chamadas geradas e recebidas pelas linhas usadas pelos suspeitos, inclusive Agnelo.
Agnelo nega ter recebido dinheiro proveniente das associações ligadas a João Dias. Diz não ter havido o encontro em Sobradinho descrito pela testemunha e ataca os investigadores. “Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda”, afirma.
“Esse dossiê, travestido de relatório final de um inquérito, produzido por um grupo da Polícia Civil do Distrito Federal que não tem competência legal para fazê-lo, está sendo usado por meus adversários políticos do momento para tentar equiparar a minha biografia ao prontuário policial deles.” Indagado sobre sua relação com João Dias, Agnelo afirma que foram “correligionários” no PCdoB na eleição de 2006, mas nega que tenha recebido pedido para ajudá-lo na defesa contra a denúncia do MP. “A investigação obedeceu a todas as condições técnicas e foi concluída”, afirma o diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Pedro Cardoso. “O relatório foi encaminhado pelo delegado constituído para a Justiça.”
João Dias nega o envio de pacotes de dinheiro para Agnelo. “Não existe possibilidade de qualquer tipo de benefício direto ou indireto ao ex-ministro Agnelo. Nunca houve nenhum tipo de ajuda financeira”, disse Dias a ÉPOCA. Dias afirma que não escreveu o bilhete e se compromete a fazer novos exames grafotécnicos para provar que a letra não é dele. De acordo com o Ministério do Esporte, os convênios com as associações de kung fu foram firmados obedecendo a critérios técnicos. O ministério diz que o dinheiro desviado, avaliado em R$ 4 milhões em valores atuais, foi cobrado dos representantes das ONGs. Eduardo Tomaz nega o encontro de Sobradinho e a entrega do dinheiro relatada pela testemunha no inquérito.
Diz uma lei não escrita, estabelecida há meses na política do Distrito Federal, que não vence as eleições quem tiver mais votos, mas quem conseguir sobreviver a denúncias de corrupção. Para Agnelo, o maior desafio agora não é enfrentar uma disputa com Roriz, mas provar que as acusações contra ele são inconsistentes".
Revista Época
Agnelo mente a PM's e Bombeiros: Lotes localizados em "becos" nas cidades satélites não poderão ser doados aos militares por ordem judicial.
Promessa de Agnelo não pode ser cumprida
Casas construídas nos "becos" poderão ser demolidas por ordem da Justiça
Os “becos” prometidos aos policiais e bombeiros pelo candidato do PT, Agnelo Queiroz, não poderão ser transformados em lotes habitacionais, pois o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) considerou inconstitucionais as leis complementares que desafetaram esses espaços. E o Ministério Público da União já entrou com Ação Declaratória de Inconstitucionalidade da Lei Complementar 826, de 14 de julho passado, que também tenta contornar as exigências legais para liberação dos lotes para programas habitacionais.
Agnelo havia colocado no site de sua candidatura o compromisso de “Procurar uma solução junto ao Judiciário e ao Executivo, a fim de garantir a posse dos becos destinados aos bombeiros e policiais”, texto agora alterado para “continuação do Programa Habitacional para policiais”, que, na realidade, se baseia na concessão gratuita dos “espaços intersticiais” (becos) que separam os conjuntos habitacionais de algumas cidades satélites como Ceilândia, Taguatinga e Brazlândia.
A polêmica é mais aguda no Gama, onde é maior a resistência da população à perda das áreas verdes, previstas no Plano Diretor Local para também servir de escoadouro de águas pluviais e espaços para pedestres. Impedidos por construções, os pedestres terão que dar longas caminhadas ou utilizar o transporte sobre rodas para chegar aos seus destinos, em percursos hoje facilmente percorridos a pé.
No Gama existem 861 “becos” e muitos estão sendo ocupados à revelia por policiais militares, que estão levantando muros, barracos e casas, sem qualquer documento de posse ou alvará de construção. Correm o risco de terem a área retomada e seus imóveis demolidos, como já determinam sentenças judiciais que aguardam execução.
Não têm sortido efeito as Recomendações expedidas pelo Ministério Público ao Administrador Regional do Gama, para não emitir Alvará de construção; à Agência de Fiscalização para desconstituir imediatamente toda e qualquer edificação nos becos; à Codhab para que anule toda e qualquer concessão dos lotes de becos do Gama; e ao a Cartório do 5º Ofício de registrar esses imóveis. A invasões e construções continuam.
A ocupação dos becos começou sob articulação do ex-deputado e ex-PM João de Deus, que deixou Brasília para ser prefeito em Água Fria de Goiás. A Lei Complementar nº 728 que instituiu o Plano Diretor Local da Região Administrativa do Gama, em 2006, recebeu uma emenda na Câmara Legislativa permitindo que “as passagens de pedestres existentes entre os conjuntos de lotes serão objeto de projeto urbanístico especial, sendo facultadas” várias “alternativas de ocupação”, entre elas a criação de unidades imobiliárias destinadas aos policiais civis e militares, bombeiros militares e servidores do Detran/DF.
Esse inciso foi vetado pelo governador, sob alegação de inconstitucionalidade. A Câmara derrubou o veto e manteve o enunciado. Porém, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil impetraram uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADI), acatada pelo TJDFT, que tomou a mesma decisão em relação a outra Lei Complementar no mesmo sentido, a LC nº 780, articulada pelo Cabo Patrício e a bancada do PT, sancionada pelo governador José Roberto Arruda.
Em outra investida do mesmo grupo político, iniciativa do governador Rogério Rosso foi transformada na Lei Complementar nº 826, com o objetivo de contornar exigências impostas ao processo de mudança de destinação de áreas urbanas, entre as quais a de concordância expressa dos vizinhos afetados pela mudança, e a realização de audiências públicas com a comunidade afetada para discutir a proposta.Também essa Lei já está sendo questionada pelo Ministério Público e caminha para seguir as anteriores, ou seja, ser declarada inconstitucional pelo TJDFT.
Assessoria de Imprensa- Weslian Roriz (PSC)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Pesquisas diárias, os chamados trekkings, têm mostrado aproximação de Serra a Dilma e empate entre os dois candidatos.
Outras pesquisas
Ao contrário das pesquisas do Datafolha, Ibope e outros institutos, que cravam algo como dez pontos percentuais de diferença entre José Serra e Dilma Rousseff, os trekkings diários encomendados pelo PSDB têm mostrado uma situação diferente: empate.
Realizadas sob a coordenação de Antonio Prado Júnior, o Paeco, essas pesquisas têm oscilado entre um e quatro pontos pró-Serra, alternando com um e três pontos pró-Dilma. Ou seja: oscilando entre 48% e 52% nos votos válidos para um lado e para o outro.
Em Minas, essas mesmas pesquisas também registram um empate: 50% a 50% nos votos válidos. Aliás, para o comando tucano vencer em Minas é vital para um envetual triunfo no domingo.
Nunca é demais ressaltar que, embora encomendados pelos tucanos, foram esses mesmos trekkings que nos dez dias que antecederam o primeiro turno mostravam que haveria segundo turno.
Por Lauro Jardim
Radar Online/ Veja.com
Serra Presidente: Em comício na orla de Copacabana, Serra se emociona e diz que manifestação de ontem foi a maior que já participou na vida. Estima-se que mais de 130 mil pessoas foram ver Serra no Rio.
Serra ao lado de Aécio no Rio: 'Foi o maior comício da minha vida'
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, faz neste domingo campanha no Rio de Janeiro, numa caminhada pela orla de Copacabana, Zona Sul da cidade, ao lado de figuras importantes do partido.
Entre as lideranças estão o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, o ex-presidente Itamar Franco e o governador eleito de Minas, Antonio Anastasia. O evento começou com meia hora de atraso, e atraiu centenas de militantes, além de políticos, imprensa e curiosos. Geraldo Alckmin, eleito governador de São Paulo, também não deixou de dar seu apoio na caminhada.
"Quis o destino que o maior comício desta campanha, o maior comício que participei seja agora no Rio de Janeiro, no seio de Copacabana. Falar para o Rio significa falar para o Brasil. O Rio é a nossa identidade nacional. Nenhum outro lugar expressa para o mundo o que é o Brasil. Nenhum outro lugar tem a importância estratégica do Rio. Essa manifestação mostra que nós podemos e vamos dar a virada em direção à vitória", disse Serra, em discurso enfático.
Outras figuras públicas muito conhecidas no Rio marcaram presença para apoiar o tucano. César Maia, que perdeu este ano a disputa pelo Senado, e Fernando Gabeira, segundo colocado na briga pelo governo do Rio, chegaram logo cedo à concentração.
Aécio Neves era a figura mais esperada para fazer campanha ao lado de Serra. Foi um dos últimos a chegar. Ele já tinha avisado, dias atrás, que faria a campanha no Rio. O SRZD está no local e vai acompanhar de perto a movimentação do candidato e militantes.
A saída de Serra foi marcada por muito tumulto, com a presença forte da imprensa e militantes cercando o tucano. Os principais políticos do PSDB e do DEM fizeram a caminhada com uma bandeira do Brasil estendida.
A caminhada terminou em frente a rua Xavier da Silveira, peóximo ao Hotel Otton, mais cedo que o previsto. Milhares de pessoas de diversos lugares acompanharam Serra e os demais polítcos. A Polícia Militar informou que 100 homens trabalharam na segurança.
SRZD.com
D. Weslian empolga o R. Das Emas
Sob intensa vibração dos moradores do Recanto das Emas, Dona Weslian Roriz (PSC 20) renovou neste domingo suas principais propostas de seu governo para a cidade: a construção de creches para que as mães possam deixar seus filhos com segurança para poderem trabalhar; a ampliação do atendimento dos Restaurantes Comunitários, servindo também o jantar a R$ 1,00; a recuperaração e preservação de parques, nascentes e mananciais; a reforma e construção de hospital e postos de saúde, sob a batuta do seu vice Jofran Frejat; aumentar o policiamento nas ruas e, ainda, regularizar habitações com escritura definitiva. “Joaquim Roriz e você construíram o Recanto das Emas: ele deu o lote e você construiu sua casa. Agora, dona Weslian vai dar a escritura!”, enfatizou o coordenador da campanha de dona Weslian, Vatanábio Brandão.
VIBRAÇÃO
Quem acompanha as carreatas que a candidata ao Palácio do Buriti Weslian Roriz tem feito pelas cidades do DF tem razões para duvidar das pesquisas de opinião divulgadas pelos petistas. Exemplo disso pode ser constatado durante a carreata que a candidata fez na tarde deste domingo(24), percorrendo mais de dez quadras da cidade, por aproximadamente uma hora e meia, debaixo de chuva. “É essa receptividade, o carinho com que as pessoas me recebem que me dá a certeza da vitória no dia 31 de outubro”, disse a candidata confiante.
A população saiu às ruas vibrando com a chegada de dona Weslian, acompanhada do marido, o ex-governador Joaquim Roriz, do seu vice, o médico Jofran Frejat (PR), e das filhas Jaqueline Roriz (PMN), eleita a deputada federal, e Liliane Roriz (PRTB), eleita distrital.
A recepção da candidata foi grande mesmo antes da carreata ter início. Meia hora antes da saída, no ponto de concentração haviam 120 carros à espera da candidata. Quando foi dada a largada, o número dobrou e ao longo do percurso a coordenação registrou mais de 300 veículos, além dos trios elétricos. Em um dos carros estava Renilde Linhares, 38 anos, desempregada, que mora no Riacho Fundo II e quis participar de mais um evento pró-Weslian. “Estou aqui porque acredito em dona Weslian. Tenho a certeza de que ela vai fazer um governo excelente, social e focando os mais humildes. Ela vai colocar ordem na nossa política”, aposta a eleitora.
O comerciante José Abreu Farias, 59 anos, morador do Recanto, também está entusiasmado e confiante: "Estou com dona Weslian. Acho que ela dá conta de governar. Não tem segredo, basta ela ter um bom secretariado e deixar rolar. Ela já disse que vai colocar técnicos competentes para ocupar as pastas no seu governo. Confio na escolha que ela vai fazer”.
http://www.weslian.com.br/noticias/ultimas/761-d-weslian-empolga-o-r-das-emas / Fotos: Keila Franco
Velha tática comunista: Agnelo Queiroz e o PT censuram a imprensa como forma de manter desinformada a população do DF. Até o momento, ele não veio a público para negar as denúncias de Michael Vieira.
Numa cajadada só
A Coligação Um Novo Caminho conseguiu, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a apreensão de todos os exemplares da edição 726 do jornal DF Notícias, que trazia entrevista com Michael Alexandre contando detalhes do denunciado desvio de verbas do projeto Segundo Tempo, no tempo em que Agnelo Queiroz (PT) era ministro dos Esportes.
O desembargador Mário Machado foi favorável à ação da coligação e apontou, em sua decisão, que no jornal há “nítidos abusos e excessos, potencialmente desfavoráveis ao representante, candidato a governador, Agnelo Queiroz”.
Machado, no entanto, negou o pedido da coligação para que a distribuição do jornal fosse suspensa nas próximas edições até o dia 31 de outubro, data da eleição, defendendo a “liberdade de expressão”.
Pimentinha do Site: Além de conseguir impedir que mais pessoas tenham acesso ao depoimento de Michel, a coligação de Agnelo também impediu outras bombas que fazem parte da edição do jornal: o massacre da Novacap, a “chacina” na Estrutural e a denúncia da jogadora de basquete Magic Paula sobre o Ministério dos Esportes na gestão Agnelo.
domingo, 24 de outubro de 2010
Delegado que se prestou ao papel rídículo de ir à TV defender corrupto, tem histórico de excessos e de problemas no exercício da profissão.
DELEGADO TEM FAMA DE TORTURADOR
Delegado é acusado de tortura em Sobradinho Chefe da 35ª Delegacia de Polícia terá de se explicar à Corregedoria da Polícia Civil por supostamente bater nas mãos de empregada doméstica com cassetete para que ela confessasse participação em assalto.
Ary Filgueira
Em 26 anos de carreira na Polícia Civil, o delegado Márcio Michel Alves de Oliveira respondeu a cinco denúncias por abuso de poder e uma de tortura no exercício de sua profissão. O policial foi absolvido em todas as acusações feitas pelo Ministério Público, a maioria delas porque as vítimas desistiram de processá-lo. Mas o chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) terá novamente de se explicar por maus-tratos cometidos em sua delegacia. Dessa vez, é uma jovem quem acusa Michel de torturá-la com o uso de um cassetete para obter a confissão de um crime do qual ela afirma não ter participado. O caso foi parar na Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal. “Temos ciência dessa reclamação e ela será apurada”, limitou-se a dizer a delegada Marialda Lima.
A autora da denúncia é a empregada doméstica Tatiane Alves de Jesus, 24 anos. Universitária do segundo semestre de pedagogia, ela afirma, no histórico da acusação encaminhado à Ouvidoria da Corregedoria — ao qual o Correio teve acesso —, que as 24 horas em que passou na delegacia de Michel, em razão de um roubo na chácara onde trabalhava, foram as mais difíceis da sua vida. Em 15 de julho, Tatiane foi arrolada como vítima do assalto à propriedade situada no condomínio de classe média Morada dos Nobres, em Sobradinho. Três homens encapuzados e armados invadiram a residência por volta das 18h, trancaram-na no quarto e roubaram vários objetos, entre os quais, dois computadores.
Segundo seu relato à Corregedoria, era 1h do dia seguinte, quinta-feira da semana passada, quando a empregada chegou à delegacia para depor. Ela afirma que a pressão para que confessasse sua suposta participação no crime começou logo na seção responsável pela investigação. “Os agentes disseram que era melhor eu contar a verdade, pois, se não, eu teria de me ver com o delegado”, afirmou. Diante da recusa dela, os mesmos policiais a levaram para a sala de Michel, que fica na sobreloja do prédio da 35ª DP em Sobradinho II. Lá, a jovem afirma que o delegado repetiu o discurso dos subordinados. Mas, novamente, Tatiane sustentou a inocência.
O delegado, então, teria, segundo ela, pegado o cassetete de madeira que estava em cima da cômoda e, com ele, desferido vários golpes nas palmas das mãos de Tatiane, que, mesmo assim, não confessou. Michel, afirmou a empregada doméstica, ameaçou passar as torturas para a sola dos pés. “Eu estava cansada de apanhar, então acabei assinando uma confissão que não é verdade”, disse Tatiane em entrevista na casa dela, no Jardim ABC, bairro da Cidade Ocidental. Após confessar a participação, Michel a liberou, mas sob uma condição: “Não vá sair contando esta história que você apanhou aqui dentro da delegacia, senão eu te mato”, teria acrescentado o policial, que tem fama de linha-dura na região. O diálogo final teria ocorrido por volta das 5h do dia 17, sexta-feira. “Eu escuto o barulho de sirene de polícia e penso: meu Deus, eles vieram me buscar”, contou a moça, em prantos.
Provas
A denúncia da empregada doméstica também foi encaminhada ao Núcleo de Controle da Atividade Policial do Ministério Público do DF pelo promotor Moacyr Rey Filho, da Promotoria de Justiça Criminal de Sobradinho. “Ela não tem passagem pela delegacia”, observou Rey, em consulta ao sistema do MP. Mesmo assim, o delegado Michel garante ter provas do envolvimento de Tatiane no crime. “Ao chegarmos ao local (do crime), encontramos o quarto onde ela estava presa com a janela aberta. Por que, então, ela não fugiu em vez de gritar para o dono?”, argumentou Michel. “Foi ela que abriu o portão da chácara para eles (os bandidos) entrarem, pois não havia como eles passarem pela segurança a não ser tendo ajuda de alguém de dentro”, completou o delegado. Ele informou ainda que Tatiane teria revelado, por conta própria, o nome de um dos autores. “Ele tem passagem por furto, roubo”, disse Michel, que não revelou a identidade do acusado.
Um dos porteiros do condomínio Moradas dos Nobres, no entanto, põe em cheque a afirmação do delegado de que Tatiane teria aberto a portão da chácara. Segundo o funcionário, que não quis se identificar, as imagens do circuito de TV da chácara roubada mostram o momento em que o trio de bandidos pula a cerca elétrica em volta da propriedade. Quanto à denúncia de tortura, Michel ironizou o fato, pois afirmou que o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) não constatou qualquer hematoma nas mãos dela. E foi enfático: “Eu posso ter gritado, batido na mesa, mas, agredi-la, nunca”, afirmou. Michel acredita que a denúncia de Tatiane tem cunho político, pois ele conta que será candidato a deputado distrital nas próximas eleições.
*Mas que é estranho um delegado ir a TV para defender um esquema de corrupção, isso é. Ele não tem isenção, pois faz parte do grupo político do candidato Agnelo e, por questões éticas, também não poderia. Mas não adianta falar em ética para essa gente. Definitivamente eles nem sabem o que é isso. E essa fama de torturador heim? Sei não...
Assessoria de Imprensa- Weslian Roriz (PSC)
* Reportagem do Correio Braziliense de 23/07/09. As informações prestadas na reportagem são de responsabilidade do jornal.
As perguntas que o povo está fazendo nas ruas, mas que Agnelo e o PT se recusam a responder.
Lenha na fogueira
Algumas perguntas ficaram sem respostas tanto no programa de Weslian Roriz (PSC) quanto no programa de Agnelo Queiroz (PT) sobre o depoimento bombástico de Michael Alexandre Vieira da Silva.
A Operação Shaolin existe ou não? Se existe, ela investiga o quê?
Por acaso, o Doutor Michel, delegado que aparece defendendo as acusações no programa de Agnelo Queiroz é o mesmo Doutor Michel que foi eleito deputado distrital nestas eleições, na coligação de Agnelo?
Se a ficha criminal do rapaz é tão grande assim, quem o nomeou para trabalhar no Ministério dos Esportes?
Michel teria assinado um documento e registrado em cartório, dias antes da publicação da Revista Veja com as denúncias de desvios no projeto Segundo Tempo em que Agnelo – então Ministro – seria um dos beneficiados. Ok. Mas o que levaria uma pessoa a assinar um documento e registrar em cartório dizendo que “tudo o que ele disser é mentira”? E por que este documento não veio a público na época da publicação da Veja?
É verdade que o processo da Operação Shaolin está nas mãos do procurador-geral Roberto Gurgel?
Há ou não desvios de verbas por meio de ONGs – independentemente de quem seja a culpa – no Projeto Segundo Tempo?
Quanto à familiar de Michel e seu depoimento, me recuso a comentar. Qualquer pessoa daria um depoimento em troca de dinheiro. Bom, pelo menos é isso que sustentou o programa de Agnelo ontem, estou errado?
E, por fim: O depoimento de Michel, que todos nós assistimos pela TV, é o mesmo que ele deu à Polícia Federal, quando entrou no programa de Proteção a Testemunhas? Se é, porque a PF protege um possível mentiroso? Ou a PF não acha que é mentira, só o PT?
Bomba! Policial preso envolvido no esquema de corrupção investigado pela Operação Shaolin cede imóvel para instalação de comitê pró- Agnelo em Sobradinho.
ENVOLVIDO NA OPERAÇÃO SHAOLIN ABRE COMITÊ PARA AGNELO EM SOBRADINHO
Através da Justiça, a imobiliária Geobra está tentando obter o despejo por falta de pagamento de aluguéis de imóvel situado em Sobradinho, que alugou ao soldado João Dias Ferreira de Faria, da Polícia Militar do Distrito Federal. No imóvel funciona um comitê da coligação Novo Caminho, do candidato petista Agnelo Queiroz. De acordo com o processo 2008.06.1.005466-9, que tramita na 2ª Vara Cível de Sobradinho, do Tribunal de Justiça do DF, a dívida com os aluguéis atrasados totaliza R$ 20.049,00.
O comitê é um conjunto de salas situadas no subsolo do prédio no lote 25 da Quadra 7, de Sobradinho. De acordo com o Cartório do 7º Ofício de Registro de Imóveis, em Sobradinho, o imóvel pertence à Geobra.
O caso liga Dias ao candidato Agnelo. Em passado recente, o militar foi uma das cinco pessoas presas pela Polícia Civil do DF, na Operação Shaolin, que investigou fraude e desvio de dinheiro público através do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Entre 2003 a 2006, Agnelo foi ministro da pasta. Após a operação policial, Agnelo deu declarações à imprensa alegando que não conhecia Dias e que desconhecia as fraudes.
Mas, atualmente Dias é um coordenadores da campanha eleitoral de Agnelo Queiroz na região de Sobradinho e cidades vizinhas. O policial militar até participa de reuniões com líderes comunitários e pessoalmente faz campanha para o candidato Agnelo. Inclusive o carro de Dias, um vistoso Honda Civic, se destaca nas reuniões com um grande adesivo de Agnelo.
Quando a reportagem visitou o comitê, sol a pino, poucas pessoas foram encontradas no local. Lá dentro, um homem grandalhão fazia a entrega de material de campanha a militantes.
À alguns metros do portão de entrada do imóvel existe um grande cavalete com a fotografia de Agnelo e o lema da campanha eleitoral petista.
Antes de ser transformado em comitê, no local funcionava uma academia de lutas marciais de propriedade de Dias. Inclusive, o nome do militar continua escrito no portão vermelho que dá acesso ao imóvel. Apesar de ter recebido dinheiro público através de convênios com o Ministério do Esporte, Dias não pagava o aluguel do imóvel, como mostra a ação de despejo que tramita na Justiça.
O imóvel tem seu interior repleto de material de campanha de Agnelo e de outros políticos da coligação Novo Caminho.
“Nós alugamos o imóvel ao João Dias. Agora, estamos brigando na Justiça para reaver o imóvel e receber o dinheiro dos aluguéis atrasados”, confirmou Rose, gerente da Geobra, cujo escritório fica no Bloco “G” da QI 9 do Lago Sul. A gerente não quis dar detalhes do caso à imprensa, alegando que não tinha autorização do proprietário da empresa.
“Intimidação” – Diante da notícia do seu envolvimento no caso, Queiroz resolveu confrontar o delegado Zuliani, movendo uma ação judicial contra o policial. “Não adianta tentarem intimidar o trabalho da polícia”, disse o delegado à reportagem.
VEJA NOVAMENTE MATÉRIA PUBLICADA NO CORREIO BRAZILIENSE:
Operação Shaolin prende cinco suspeitos de desviar R$ 2 milhões do Ministério dos Esportes
Ary Filgueira/Lilian Tahan
Publicação: 01/04/2010
Cinco pessoas estão presas na Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) suspeitas de participar de desvio de dinheiro repassado pelo Ministério do Esporte. O policial militar João Dias Ferreira, Demis Demétrio Dias de Abreu, Flávio Lima Carmo, Miguel Santos Souza e Eduardo Pereira Tomaz foram detidos às 6h da manhã desta quinta-feira (1º/4) por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, numa operação chamada Shaolin, que tem a participação do Ministério Público do DF.
O grupo, que era liderado pelo PM, falsificou 49 notas frias para retirar o dinheiro repassado pelo Ministério dos Esportes a entidades sociais conveniadas com o Programa Segundo Tempo do Governo Federal. A verba aproximada, ao longo de três anos (2006/07 e 08), foi de R$ 3 milhões. O dinheiro seria destinado a programas sociais, em atividades esportivas para 10 mil atletas carentes de núcleos situados em Sobradinho, mas pouco menos de R$ 1 milhão foi realmente destinado a eles.
O derrame de verba pública saia da Federação Brasiliense de Kung-Fu (Febrak) e da Associação João Dias de Kung-Fu, Esportes e Fitness. Esta última é uma organização não-governamental e leva o nome do soldado da 10ª Companhia de Polícia Militar Independente. Ele é dono de duas academias em Sobradinho: Thisway Fitness e Wellness Ltda., usada para lavar dinheiro desviado, situada no primeiro piso do Sobradinho Shopping.
Além das academias, os agentes cumpriram mandandos de busca e apreensão, autorizados pela 3ª Vara Criminial de Brasília, nas residências dos acusados, entre elas, na luxuosa casa onde reside o casal João Dias e Ana Paula Oliveira de Faria, 33, também apontada como integrante da quadrilha. O imóvel do PM fica num condomínio luxuoso de Sobradinho e foi arrestado pela Justiça.
A investigação surgiu em junho de 2008 com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no escritório de um dos apontados no esquema: o contador Minguel Santos Souza, 54, situado na 711 Norte. Na ocasião, os policiais localizaram 49 notas fiscais emitidas pelas empresa Infinita e Serviços Gerais Ltda. e JG Comércio de Alimentos Preparados e Serviços Gerais Ltda. administradas por Miguel. Os documentos foram emitidos em favor da Febrak e da Associação João Dias de Kung-Fu. Elas descreviam a venda de kimonos da luta marcial, jogos de xadrez, dominó, dama, varetas e gêneros alimetícios no valor de R$ 1.999.850,58. Foram apresentadas na prestação de contas ao Ministério dos EsportesApós análise na Seção de Perícias Contábeis do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, descobriram que tais notas eram consideradas frias.
Segundo a PCDF, as duas entidades receberam um total de R$ 2.962.998 milhões do convênio com o Programa Segundo Tempo do Ministérios dos Esportes. Destes, o grupo do soldado João Dias é acusado de desviar R$ 1.999.850,58 milhão. Os acusados estão detidos por força de um mandado de prisão temporária com validade de cinco dias. Mas, com o avanço das investigações, pode ser que a pena provisória dobre ou até seja comutada para uma preventiva de 30 dias.
Blog do Donny Silva
Agnelo quer impedir moradores de Brasília de viajar no feriado e acusa governador Rosso de promover a abstenção na eleição.
Feriadão no DF deixa petistas preocupados
Carol Pires / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
No Distrito Federal o segundo turno ficou espremido entre dois feriados. O Dia do Servidor será comemorado no dia 28, quinta-feira, e a segunda-feira após a eleição será ponto facultativo pelo Dia de Finados, no dia 2, terça-feira. Quem "enforcar" a sexta-feira e a segunda-feira, poderá ter até seis dias de folga. Os mais prejudicados devem ser o candidato do PT ao governo, Agnelo Queiroz, e a presidenciável Dilma Rousseff (PT).
Agnelo não esconde a preocupação com o impacto que a possível abstenção possa causar no seu desempenho nas urnas. Para ele, existe uma "maquinação" da campanha adversária para estimular a debandada de servidores públicos da cidade.
E o culpado apontado por eles é o governador Rogério Rosso (PMDB) - apoiador da candidatura de Weslian Roriz (PSC). Rosso responde que o calendário de feriados de 2010 estava definido desde dezembro de 2009, quando José Roberto Arruda, aliado de Agnelo, ainda era o governador.
No primeiro turno, Agnelo e Dilma foram mais votados entre o eleitorado de maior renda e escolaridade - exatamente quem a campanha avalia serem os eleitores com condições de viajar no feriado. Weslian Roriz e seu aliado José Serra (PSDB) seguem o padrão inverso: são mais indicados pelos eleitores de menor renda.
O Estado de São Paulo
PC-DF aprofunda as investigações e quer ouvir Agnelo sobre os desvios de recursos de programas sociais no DF, na época em que era ministro do esporte. Fontes dão conta do indiciamento de Agnelo por corrupção e formação de quadrilha.
Investigação da Polícia Civil envolve Agnelo Queiroz
Cruzeiro on-line
Investigação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, batizada de Operação Shaolin, aponta o ex-ministro do Esporte e candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, como suspeito de se beneficiar de desvios de verbas do Segundo Tempo, principal programa do Ministério do Esporte. Segundo reportagem publicada no site da Revista Época, documentos e depoimentos obtidos pela polícia do DF sobre o destino de quase R$ 3 milhões repassados pelo ministério a duas associações de kung fu de Brasília comprometeriam o petista.
No inquérito, diz a revista, o delegado do caso afirma que Agnelo "teria se valido da condição de ex-ministro" para ser favorecido pelo esquema de corrupção. "Os indícios preliminares colhidos sugerem que Agnelo Queiroz teria se valido de sua condição de ex-ministro do Esporte para se beneficiar de um suposto esquema de desvio de recursos pertencentes a associações que receberam verbas do programa Segundo Tempo", afirma, no documento, Giancarlos Zuliani Junior, o delegado responsável pela investigação.
A reportagem diz que a origem das irregularidades foi o repasse de R$ 2,9 milhões para a Federação Brasiliense de Kung Fu (Febrak) e para a Associação João Dias de Kung Fu. Segundo a polícia, as associações, presididas pelo policial militar, professor de kung fu e suplente de deputado distrital João Dias (PCdoB), se apropriaram de R$ 2 milhões dos convênios sem prestar os serviços combinados.
Segundo uma testemunha ouvida no inquérito, parte do dinheiro, R$ 256 mil, teriam sido desviados do projeto e entregues ao ex-ministro. Procurado pela reportagem de Época, Agnelo nega ter recebido dinheiro. "Esse é um inquérito ilegal e clandestino, arquitetado por uma facção da Polícia Civil do Distrito Federal que estava sob o comando dos meus adversários e que tinha na linha de frente o ex-governador José Roberto Arruda", afirma. (AE)
Agência Estado
Bispo católico, ameaçado de morte por integrantes do PT, diz que o partido de Dilma e Agnelo é o partido da morte.
Bispo diz que ''PT é o partido da morte''
Para Bergonzini, que fez 2 milhões de cópias do folheto 'apelo a todos brasileiros e brasileiras', o PT aceita aborto até 9º mês de gravidez
Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
"O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte", afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. "O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender."
D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto "apelo a todos os brasileiros e brasileiras".
Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que "nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto". Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente.
"Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo", disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A corte acolheu liminarmente ação cautelar do PT que alegou ser alvo de documento apócrifo e falso. "Foi uma violência contra a Igreja", reprova o bispo. Mas ele não recua. Por meio dos advogados da Mitra de Guarulhos, João Carlos Biagini e Roberto Victalino de Brito Filho, o bispo requer ao TSE que revogue a decisão provisória e determine a imediata devolução da papelada que mandou fazer na Gráfica Plana, no Cambuci, em São Paulo.
Nos templos. Se recuperar os panfletos, que considera pertencer à Igreja, d. Luiz planeja distribuir um a um nas portas e nos arredores dos templos nos limites de sua Diocese e mesmo além. "Eu sou pela verdade. Pela verdade eu morro se preciso for, pela Igreja eu morro, pela minha consciência eu morro. Não tenho medo. Estou enfrentando situação difícil, mas vou continuar." A seu rebanho ele prega: "Não vote na Dilma."
Indigna-o a acusação do PT, de que seu apelo é uma falsificação. O documento, observa, é oficial da Igreja, assinado por três bispos e aprovado pelas Comissões Diocesanas de Defesa da Vida. "O PT é o partido da mentira. Dilma sempre declarou que era um absurdo não liberar o aborto. Agora ela é até muito católica. É lógico, depois das pesquisas ela mudou de opinião. Me acusam de mentir sobre esses fatos verdadeiros. O PT é o partido da morte. Diante de tanta manipulação espero que o povo enxergue a verdade e vote certo."
Ressalta que não está fazendo campanha ou pedindo votos para José Serra (PSDB), antagonista de Dilma. Conhece o tucano que, como ministro da Saúde, passou pela cidade. "Mas nunca tomei uma taça de vinho com ele, nem mesmo copo d"água."
Sua missão, diz, é promover o evangelho e a doutrina cristã. Apresenta-se como sacerdote do Altíssimo. "Na defesa da vida vou até a morte. Nunca pedi que votem ou não votem em Serra. Eu digo que não votem na Dilma. Há outras opções, o voto nulo, o branco. Sou político, tenho direito de ser, mas não partidário."
Sua diocese abriga 1,3 milhão de habitantes, espalhados em 341 quilômetros quadrados. É a segunda maior do Estado, com 36 igrejas e 50 capelas. Ele considera "contrassenso" o fato de o presidente Lula ter oferecido abrigo à mulher iraniana condenada à morte por apedrejamento. "O governo oferece até asilo político para uma senhora condenada em seu País. Aqui aceita que se mate crianças nossas, que não cometeram crime algum, e em grande quantidade."
Pressões não o inibem. Carta anônima chegou a seu retiro, a 23 de setembro, postada na agência Central dos Correios, um manuscrito que atribui a petistas violências e morte. "Não tenho medo." São muitas, "pelo menos 300", as manifestações de solidariedade que tem recebido - elas chegam por e-mails, telefonemas, cartas e telegramas, até de d. Evaristo Arns. "De político não chegou nenhuma mensagem."
E os R$ 30 mil investidos na impressão, de onde saíram? "Doações espontâneas que chegaram a mim, doações de pessoas não ligadas a partidos. Gente que me deu ajuda com essa finalidade, de fazer folhetos. Teve sobra, vou doar à Diocese."
Não o incomoda o fato de a gráfica do Cambuci pertencer a empresário casado com uma filiada do PSDB, irmã de Sérgio Kobayashi, que integra a campanha de Serra. "Essa mesma gráfica imprimiu jornais e panfletos para candidatos do PT."
D. Luiz diz respeitar "a opinião e a posição" de qualquer cidadão. "Não sou desses que manda sequestrar impressos, que amordaça a imprensa, como infelizmente acontece em nosso País hoje. Estou com a consciência tranquila de ter feito a minha obrigação. A minha posição é esta: não pode votar na Dilma. Se ela vencer vou lamentar. Vou respeitá-la como presidente, mas vou continuar minha luta. Eu tenho uma palavra só, contra o aborto. É uma norma pétrea. Não vou ceder."
O Estado de São Paulo
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